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editorial

Combater as drogas precisa de ações eficientes

O que fazer com o crescimento acelerado do consumo de drogas em nosso município, Estado e País? Fechar as fronteiras? Apertar a fiscalização policial? Como evitar que esse mal continue assolando as famílias brasileiras? São perguntas difíceis de responder, até porque não existe uma fórmula mágica para isso. Entendemos que o conjunto de fatores são responsáveis por tudo isso. Primeiro, a família. Ah, como é importante o ser humano ter uma boa formação familiar, baseada em bons exemplos e ações por parte dos pais. A disciplina do jovem precisa ser cobrada desde pequeno, no que diz respeito aos horários de permanência nas ruas, companhias e locais que freqüenta. Isso precisa ser monitorado e qualquer sinal de “alerta”, se acompanharem seus filhos, os pais terão como agir em tempo de corrigir o que de errado for observado. A ocupação dos filhos é muito importante, com a escola, cursos e atividades esportivas. Isso poderá fechar os espaços que podem ser ocupados por traficantes e desocupados que ficam o dia todo perambulando pelas ruas sem nada fazer ou produzir de bom. O trabalho, tem a mesma função, embora a legislação que tem por objetivo proteger nossos adolescentes, acaba contribuindo para jogá-los em outro caminho. O amor e o carinho dos pais, a amizade entre pais e filho é fator primordial para que ele acate as mensagens boas da vida. Essas seriam algumas das ações adotadas em casa como o básico.

Quanto às autoridades, como vemos diariamente, efetuam apreensões de drogas nas mais diversas condições e quantidades, porque estamos no “corredor do tráfico”, por nos localizarmos próximo a fronteira com o Paraguai, forte produtor de drogas e que vem pelo menos no que se vê na mídia, tentando diminuir essa imagem com ações de combate ao tráfico. Fiscalizar a entrada de veículos em nosso País é uma importante ação, mas desempenhada por uma minoria de policiais, sem as devidas condições de trabalho a que o assunto merece. Não posso dimensionar o quanto de droga entra diariamente no País, mas sabemos que a quantidade apreendida, é muitas vezes menor que o volume que escapa da fiscalização. Além da fiscalização, é preciso uma forte punição, punição exemplar, mas nem sempre a legislação vigente possibilita isso. Houveram avanços, mas precisa muito mais neste sentido. Nossos jovens, adolescentes, estão sendo usados há vários anos no tráfico e muitos vêem seu futuro neste ramo, por admirarem o crime, por se iludirem com o ganho fácil e o enriquecimento, que não passa de ilusão. Usados, uns se tornam vítimas e usuários e acabam trabalhando para manter o vício. Outros lucram, mas gastam tudo o que ganham com a vida fácil e a grande maioria não aproveita nada, pois é executada antes mesmo de atingir a maioridade por envolvimentos e desavenças com traficantes. Um mundo sujo, que não leva a lugar nenhum, mas que infelizmente tem atraído nossos jovens.

O crack e agora também o óxi, são drogas devastadoras, que não só destroem o usuário, destroem a família do usuário e a contamina a comunidade que ele vive. Hoje, infelizmente está se tornando comum a notícia de que o filhou roubou o pai, o filho agrediu o pai, o filho matou o pai por causa das drogas. O crack e o óxi, não tem atingido apenas nossos jovens, tristes relatos em nossa comunidade, de pais de família que experimentaram o crack e passaram a depender desta maldita droga, com alto poder viciante. O dinheiro para a comida, para o bem estar da sua família, já faz falta, porque este homem precisa comprar a droga. A mão de obra, está cada vez mais escassa, muitos preferem vender “pedras” de crack, do que trabalhar honestamente, dá mais dinheiro. O que esperar do futuro? Não podemos dizer nada, mas não há como ser otimista, porque por enquanto essa droga está vencendo a batalha e continuará se a sociedade como um todo não se der conta de que algo muito sério e bem planejado precisa ser feito neste sentido. Que Deus ilumine nossas autoridades e que o assunto seja tratado de forma abrangente e permanente no que se refere ao seu combate, com ações de nível nacional e aparelhamento dos órgãos que buscam tratar destes “doentes” que raras vezes se propõem a um tratamento. Ainda há tempo para isso...